É comum que muitos pais enfrentem dificuldades quando o assunto é a alimentação dos seus filhos, especialmente quando a criança não come verdura ou legumes. Apesar de ser um desafio cansativo e, por vezes, gerar ansiedade— tanto nos adultos quanto nos pequenos— essa fase pode ser superada com paciência, criatividade e algumas estratégias que ajudam na introdução de legumes na alimentação infantil.
Nesse artigo, vamos entender os motivos desse comportamento e explorar soluções para ajudar a sua criança a desenvolver uma boa relação com a comida. Continue a leitura e saiba mais.
Nem sempre é fácil manter a alimentação saudável infantil em dia. Isso porque a resistência das crianças a comerem verduras e legumes pode ter várias causas, que vão além da simples birra.
Conheça alguns dos fatores mais comuns e saiba como lidar com eles:
Muitas crianças têm uma sensibilidade maior a certos estímulos sensoriais. Desse modo, a textura das verduras, o cheiro e até a cor podem ser desagradáveis para elas. É comum que elas associem que alimentos verdes (como couves, brócolis, rúcula, entre outros) são saudáveis, mas têm sabor ruim.
Quando isso acontece, os pequenos passam a acreditar que todo alimento que tiver aquela cor, terá gosto desagradável. Para driblar situações como essa, é possível usar corantes naturais, e misturar os alimentos a outros que os pequenos gostam, como feijão, por exemplo.
Se a criança já teve uma experiência negativa com verduras ou legumes, como um sabor muito forte ou um episódio em que ela foi forçada a comer, isso pode gerar uma resistência emocional ao alimento.
É importante lembrar que embora a maioria das estratégias para alimentação infantil saudável sejam válidas e úteis, nunca é indicado forçar uma criança a comer um alimento. Desse modo, não empurre a comida para a boca dela com a colher e nem a ameace caso ela não consiga comer naquele momento. Tudo isso pode gerar traumas psicológicos e influenciar na relação da criança com a comida no futuro.
Uma das dicas para fazer criança comer legumes é servir de exemplo para elas. Isso porque se os pais ou familiares não consomem legumes e verduras regularmente, é muito provável que a criança imite esse comportamento.
A alimentação saudável infantil começa em casa, e a falta de um exemplo positivo pode influenciar negativamente o hábito alimentar da criança.
Além de trazer benefícios na saúde no geral, uma dieta balanceada ajuda a garantir o crescimento e o bom desenvolvimento infantil, tanto cognitivo quanto físico.
Além disso, de acordo com o portal do Dr. Drauzio Varella, a alimentação saudável é fundamental para diminuir os riscos de obesidade, diabetes e/ou outras doenças relacionadas ao sobrepeso.
Veja abaixo, alguns dos principais problemas que uma alimentação pobre em nutrientes pode trazer para as crianças:
Não adianta apenas ficar brigando com a criança que não come verdura. Para mudar a relação delas com a comida, é preciso transformar a refeição em um momento agradável e divertido. Veja algumas estratégias eficazes para fazer isso de forma simples e sem dor de cabeça:
Uma forma divertida de incentivar a criança a comer verduras e legumes é caprichar na apresentação dos pratos. Você pode fazer desenhos com os alimentos no prato ou criar “carinhas” e “formas” divertidas com as verduras, o que torna a refeição mais atraente.
Uma boa dica, é usar diferentes formas para apresentar uma mesma comida. Você, por exemplo, criar um omelete em forma de animais, flores, etc.
Quando as crianças participam do preparo da refeição, elas se sentem mais motivadas a experimentar novos alimentos. Por isso, uma dica é deixar que elas ajudem a lavar, cortar (se apropriado) ou montar os pratos. Isso cria um vínculo mais forte com o alimento e torna o momento de comer algo mais divertido.
Não force a criança a comer um alimento de uma vez. Faça uma introdução gradual de legumes e verduras, oferecendo pequenas porções e repetindo a oferta ao longo do tempo. A persistência é fundamental para que ela se acostume com o sabor e a textura.
Outra dica é oferecer diferentes texturas. Se a criança não gostou da couve flor cozida, por exemplo, experimente ofertá-la empanada e frita. As chances de sucesso certamente serão maiores.
Muitas crianças não gostam de verduras por conta do sabor. Um truque é utilizar temperos naturais como alho, cebola, azeite ou especiarias para torná-lo mais agradável. Outra opção é combinar os legumes com alimentos que a criança já goste e costuma consumir, como arroz ou massas.
Para estimular a criança que não come legumes a se alimentar melhor, uma dica importante é fazer as refeições junto com elas.
Comer em família, com todos os membros do lar consumindo os mesmos alimentos, é um exemplo importante para as crianças. Como elas tendem a imitar o comportamento dos adultos, é fundamental que os pais também incluam legumes e verduras em suas refeições.
Além dos pais e responsáveis, os educadores também desempenham papel crucial na formação dos hábitos alimentares das crianças, seja na escola, na creche ou no berçário.
Por isso, criar um ambiente positivo em torno da alimentação pode fazer toda a diferença na aceitação de legumes e verduras.
Locais que ofertam alimentação, como o berçário ATHENE, por exemplo, devem pensar em um cardápio que seja nutricionalmente rico e saboroso, e que também tragam opções diversas para que a criança não enjoe da comida.
Aqui, temos a ajuda de nutricionistas para criar opções versáteis e que agradem a todos os paladares.
Apesar da resistência a novos alimentos ser normal, em alguns casos, a recusa persistente pode estar associada à seletividade alimentar infantil. Quando a criança se recusa constantemente a comer um número significativo de alimentos, é hora de considerar a ajuda profissional. Alguns indícios de seletividade alimentar severa incluem:
Nesses casos, o nutricionista pode fornecer orientações personalizadas sobre como introduzir alimentos variados na alimentação infantil, enquanto o pediatra pode ajudar a investigar se há questões relacionadas a distúrbios alimentares.
Também pode ser necessário contar com a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para entender as razões por trás dessa recusa alimentar. Nesses casos, os profissionais ajudam os pais e a escola a traçar caminhos para uma alimentação mais saudável.
Lidar com uma criança que não come verduras, legumes ou outros alimentos saudáveis pode ser um desafio, mas é importante entender que isso, geralmente, reflete uma fase passageira, e que mudar os hábitos alimentares dos pequenos é um processo gradual.
Desse modo, não há motivo para culpar a criança caso ela seja resistente no início, pois a mudança de hábitos alimentares acontece com o tempo. E entre as principais dicas para fazer criança comer legumes, certamente a “tentativa e erro” é a principal. Continuar tentando, com amor e dedicação é o melhor caminho para mudar o cardápio das crianças com sucesso.
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