As 4 Fases do Trabalho de Parto: Entenda Cada Etapa e Saiba o Que Fazer

O trabalho de parto é uma das experiências mais intensas e transformadoras da vida de uma mulher. É o momento em que o corpo se prepara para trazer ao mundo uma nova vida — e entender o que acontece em cada fase ajuda a viver esse processo com mais segurança, confiança e tranquilidade.

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Embora cada parto seja único, existem quatro fases principais que marcam essa jornada: a fase latente, a fase ativa, a fase expulsiva e a dequitação. A seguir, você vai compreender cada uma delas em detalhes, saber como reconhecer os sinais e o que fazer em cada momento.

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1. Fase Latente: o corpo está se preparando

A fase latente é o início do trabalho de parto. É o momento em que o corpo começa a se preparar para a chegada do bebê, e a mulher começa a sentir as primeiras contrações. Essa fase pode se estender por várias horas — às vezes até mais de um dia — especialmente em mães de primeira viagem.

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Quais são os sinais?

  • Contrações leves, irregulares e espaçadas.
  • Sensação de cólica menstrual, dor nas costas ou pressão no baixo ventre.
  • Eliminação do tampão mucoso, uma substância espessa e esbranquiçada que protege o colo do útero durante a gestação.
  • Emoções misturadas: ansiedade, alegria, expectativa.
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Quanto tempo dura?

A fase latente pode durar de 6 a 24 horas, dependendo da mulher. É considerada a parte mais longa e variável do trabalho de parto.

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O que fazer?

  • Mantenha a calma: ainda não é hora de correr para o hospital.
  • Descanse e se alimente bem, com refeições leves e hidratação constante.
  • Caminhe ou se movimente se sentir vontade — o movimento ajuda a encaixar o bebê.
  • Tome banho morno, respire profundamente e procure relaxar entre as contrações.
  • Evite o excesso de ansiedade: este é o corpo se preparando para o grande momento.
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2. Fase Ativa: o trabalho de parto evoluiu

Na fase ativa, o trabalho de parto entra em ritmo mais intenso. As contrações ficam mais fortes, frequentes e regulares. O colo do útero começa a dilatar mais rapidamente — de cerca de 4 cm até 7 cm — e é comum que a mulher sinta mais desconforto.

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Quais são os sinais?

  • Contrações ritmadas, a cada 3 a 5 minutos, com duração de 40 a 60 segundos.
  • Dor e pressão mais fortes na região lombar e pélvica.
  • Dificuldade em falar ou se concentrar durante a contração.
  • Aumento do muco vaginal e, em alguns casos, ruptura da bolsa.
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Quanto tempo dura?

Essa fase dura, em média, 4 a 8 horas. Em mães que já tiveram partos anteriores, pode ser mais curta.

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O que fazer?

  • Se ainda estiver em casa, dirija-se à maternidade com calma, especialmente se as contrações estão regulares e fortes.
  • Adote posições confortáveis, como ficar de pé, de cócoras ou apoiada em uma bola de parto.
  • Respire de forma ritmada e profunda — ajuda a aliviar a dor e a oxigenar o bebê.
  • Tenha o apoio de alguém de confiança ou de uma doula, que oferece suporte emocional e físico.
  • Lembre-se: cada contração é um passo a menos até o encontro com o seu bebê.
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3. Fase Expulsiva: vai nascer!

A fase expulsiva é o momento em que o bebê está prestes a vir ao mundo. O corpo já alcançou dilatação total (10 cm) e as contrações são intensas e contínuas. É o momento de maior esforço físico e emocional, mas também o mais recompensador.

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Quais são os sinais?

  • Vontade involuntária de fazer força.
  • Sensação de pressão intensa no períneo (parte inferior da pelve).
  • Dilatação total do colo do útero.
  • Visualização da cabeça do bebê descendo pelo canal de parto.
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Quanto tempo dura?

Em média, dura de 20 minutos a 1 hora, mas pode variar conforme o parto e o posicionamento do bebê.

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O que fazer?

  • Ouça as orientações da equipe médica ou da enfermeira obstetra.
  • Evite empurrar fora do momento indicado — sincronize a força com a contração.
  • Mantenha o foco na respiração e no ritmo natural do corpo.
  • Assim que o bebê nasce, ele é colocado sobre o peito da mãe para o contato pele a pele, um gesto essencial para o vínculo e a amamentação.
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É um instante de emoção indescritível — o primeiro choro, o toque, o olhar. O corpo feminino conclui uma jornada poderosa e natural.

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4. Dequitação: a saída da placenta

Mesmo após o nascimento do bebê, o trabalho de parto ainda não terminou. A dequitação é a fase final, quando a placenta é expelida do útero. Embora menos intensa, ela é fundamental para a recuperação da mãe.

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Quais são os sinais?

  • Cessam as contrações fortes e começam leves.
  • Pode haver um pequeno sangramento.
  • Sensação de alívio e relaxamento.
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Quanto tempo dura?

Geralmente de 5 a 30 minutos após o nascimento do bebê.

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O que fazer?

  • Deixar o corpo agir naturalmente.
  • Evitar forçar a saída da placenta.
  • Manter o contato com o bebê enquanto a equipe acompanha o processo.
  • O profissional verifica se a placenta foi expelida completamente para evitar complicações.
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Pródromos: muita calma nessa hora

Antes mesmo da fase latente, muitas gestantes sentem os chamados pródromos do parto, ou “falsas contrações”. Elas são uma forma do corpo se preparar para o início real do trabalho de parto.

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Como diferenciar?

  • As contrações dos pródromos são irregulares, fracas e não evoluem em frequência ou intensidade.
  • Podem desaparecer após um banho morno ou uma boa noite de sono.
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O que fazer?

  • Mantenha-se tranquila e observe os intervalos das contrações.
  • Descanse, hidrate-se e evite o pânico.
  • Se as contrações se tornarem regulares e mais doloridas, é sinal de que o parto está começando.
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Como saber se estou em trabalho de parto?

Alguns sinais indicam que chegou a hora de pegar a bolsa da maternidade e seguir para o hospital:

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  • Contrações regulares e progressivamente mais intensas.
  • Intervalos de 5 minutos ou menos entre as contrações.
  • Rompimento da bolsa com saída de líquido claro ou leitoso.
  • Diminuição dos movimentos do bebê.
  • Sensação de pressão no quadril e vontade de fazer força.
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Se tiver dúvidas, entre em contato com seu obstetra. É melhor verificar do que correr riscos desnecessários.

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Quando devo ir ao hospital?

  • Se as contrações estão ritmadas e frequentes.
  • Se houve rompimento da bolsa.
  • Em caso de sangramento intenso.
  • Se o bebê está se movimentando menos do que o normal.
  • Ou sempre que sentir insegurança.
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Mesmo que ainda não esteja em fase ativa, a equipe médica poderá avaliar e orientar o melhor momento para internação.

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Rompimento da bolsa

O rompimento da bolsa é um dos sinais mais conhecidos de que o parto está próximo.

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Como identificar:

  • Saída de líquido claro, sem cheiro, semelhante à urina, mas sem controle da mulher.
  • Caso o líquido seja esverdeado ou amarelado, procure o hospital imediatamente, pois pode indicar sofrimento fetal.
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Enquanto espera o deslocamento, mantenha-se calma, use um absorvente (nunca tampão interno) e evite relações sexuais após o rompimento.

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Como é a dor do parto?

A dor do parto é diferente para cada mulher. Ela pode ser descrita como ondas que vão e voltam, começando leves e tornando-se mais intensas.

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Apesar do desconforto, é importante lembrar que essa dor tem um propósito biológico: ela ajuda o corpo a dilatar e o bebê a descer.Com apoio emocional, ambiente acolhedor e técnicas adequadas, essa experiência pode ser vivida com menos medo e mais confiança.

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Como lidar com a dor do parto?

Analgesia

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A analgesia pode ser utilizada quando a dor é muito intensa. A anestesia raquidiana ou peridural é aplicada por um anestesista e proporciona alívio sem interromper a participação da mulher no parto.

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Posições confortáveis

Ficar de pé, andar, se apoiar em uma bola de parto ou se agachar são posições que facilitam o encaixe do bebê e ajudam na dilatação.

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Métodos alternativos

Banho morno, massagens nas costas, aromaterapia, música suave e técnicas de respiração são excelentes aliados naturais.

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O papel da doula

A presença de uma doula pode fazer toda a diferença. Ela oferece apoio físico e emocional, orienta sobre posições, respiração e conforto, e transmite segurança à mulher. Estudos mostram que partos acompanhados por doulas tendem a ser mais curtos e com menos intervenções.

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Conclusão

O trabalho de parto é um processo natural, poderoso e profundamente humano. Entender o que acontece em cada fase — desde os primeiros sinais até o nascimento do bebê — é a melhor forma de se preparar física e emocionalmente para esse momento.

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Cada mulher vive o parto de maneira única, mas informação, acolhimento e apoio fazem toda a diferença. Lembre-se: seu corpo foi feito para esse momento. Confie nele, na equipe que te acompanha e, principalmente, em você mesma.

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O parto não é apenas o nascimento de um bebê, mas também o renascimento de uma mãe.

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