Icterícia Neonatal: o que é, causas, sintomas e quando se preocupar

Apesar de não ser tão conhecida, a icterícia neonatal — chamada popularmente de amarelão do bebê — é uma condição muito comum nos primeiros dias de vida da criança e pode assustar os pais e mães de primeira viagem.

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Embora geralmente seja benigna, ela exige atenção e acompanhamento médico adequado para não evoluir para quadros mais graves.

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Quer entender mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e saiba mais sobre as causas, sintomas e formas de tratamento dessa doença.

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O que é icterícia neonatal?

Para entender melhor sobre a doença, é preciso compreender como ela surge. De modo geral, esse tipo de icterícia aparece quando a bilirrubina no sangue do recém-nascido está elevada — causando essa coloração amarelada nos olhos e na pele.

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Essa substância é o pigmento resultante da quebra normal das hemácias (glóbulos vermelhos). Em termos simples: o bebê produz mais bilirrubina do que o seu organismo consegue eliminar nos primeiros dias de vida, e esse excesso vai se depositando nos tecidos.

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Um dos motivos para que isso aconteça está no fato de os bebês terem enzimas hepáticas ainda imaturas, concentração alta de hemácias ou ainda evacuarem menos que os adultos.

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É importante entender também que existem 2 tipos diferentes de icterícia: a fisiológica e a patológica. A primeira é a forma mais comum, aparece entre o 2º e 4º dia de vida e melhora espontaneamente. Já a segunda, surge antes das primeiras 24 horas de vida e/ou apresenta níveis muito altos de bilirrubina. Geralmente está associada a outras condições e requer avaliação urgente.

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Por que a icterícia acontece nos recém-nascidos?

Além dos motivos já citados para o surgimento da doença outras causas da icterícia neonatal podem ser:

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  • Prematuridade: quanto mais imaturo for o neném, maior a dificuldade do fígado em trabalhar com total eficiência;
  • Dificuldade na amamentação: quando o bebê mama pouco, a eliminação da bilirrubina pelas fezes é reduzida, aumentando a chance de reabsorção pelo corpo;
  • Incompatibilidade sanguínea: se a mãe tiver um tipo sanguíneo (fator RH) e o bebê outro incompatível, os anticorpos da mãe podem passar para o filho e atacar suas hemácias. Isso provoca uma destruição acelerada dessas células.
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Sintomas da icterícia neonatal

Felizmente, os sintomas de icterícia em recém-nascidos são fáceis de serem identificados, e se manifestam principalmente na pele e nos olhos. O sinal mais conhecido é o amarelado da pele que, muitas vezes, começa no rosto, e se estende pelo corpo.

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Nos recém-nascidos esses sinais costumam surgir entre o 2º e 5º dia, e em casos leves, se estabilizam e melhoram naturalmente. Já se o amarelado surgir nas primeiras 24 horas de vida do bebê, se a cor se intensificar rapidamente ou se a criança ficar muito sonolenta, mamar pouco ou parecer fraca, será preciso procurar o médico com urgência, porque esses sinais podem indicar que os níveis de bilirrubina estão subindo mais rápido do que o corpo consegue eliminar. 

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Quando isso acontece, existe o risco de a bilirrubina atingir valores perigosos, podendo causar danos neurológicos — uma condição rara, mas grave, chamada kernicterus.

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Diagnóstico e acompanhamento médico

Para fechar o diagnóstico, o pediatra, geralmente, combina observação clínica, exames específicos e acompanhamento rigoroso nos primeiros dias de vida. Entre os exames pedidos, estão:

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  • Bilirrubinômetro transcutâneo (teste sem furo): é feito encostando um aparelho na pele do bebê, geralmente na testa ou no peito. O resultado aparece na hora;
  • Exame de sangue (bilirrubina sérica): é o método mais preciso para determinar o nível de bilirrubina, e mede a quantidade total, direta (conjugada) e indireta (não conjugada).
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Além disso, quando há suspeita de icterícia patológica, o médico pode solicitar outros exames, como:

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  • tipagem sanguínea da mãe e do bebê (para verificar incompatibilidades, como ABO ou Rh);
  • teste de Coombs direto (detecta hemólise causada por anticorpos);
  • hemograma completo;
  • exames para deficiência de G6PD;
  • função hepática, caso haja suspeita de problemas no fígado.
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Banho de sol funciona?

Uma dúvida muito comum, é se levar o bebê para passear algumas horas no sol pode curar a icterícia. Durante muitos anos, o banho de sol, de fato, foi indicado como uma forma de ajudar a reduzir os níveis de bilirrubina em bebês com icterícia leve. No entanto, hoje se sabe que essa prática não substitui o tratamento médico.

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A luz solar até pode ajudar minimamente na quebra da bilirrubina, mas apresenta várias limitações:

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  • Intensidade da luz é imprevisível: depende do horário, clima, estação do ano e localização, tornando o efeito pouco confiável;
  • Risco de queimaduras e desidratação: a pele do recém-nascido é extremamente sensível, e mesmo poucos minutos de sol forte podem causar danos;
  • Não permite controle seguro: ao contrário da fototerapia, que ajusta dose, distância e intensidade da luz, o banho de sol não oferece controle sobre a exposição;
  • Não é indicado para icterícia moderada ou grave: nesses casos, a evolução pode ser rápida e o atraso no tratamento pode trazer riscos sérios.
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Por esses motivos, as principais entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) não recomendam o passeio ao sol como único tratamento.

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Tratamento da icterícia neonatal

Quando a icterícia se torna um problema de saúde, é preciso tratá-la com remédio. Uma das técnicas mais comuns e eficazes é a fototerapia em bebê, que usa luz especial para transformar a bilirrubina em uma substância mais fácil de ser eliminada. A principal vantagem desse método é que ele é seguro, indolor e eficaz.

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Outra dica importante é manter o bebê bem alimentado e hidratado. A ingestão de água ajuda a tornar as fezes mais moles e fazer com que o bebê defeque mais vezes ao dia.

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Em situações raras, quando os níveis de bilirrubina não caem como deveriam, o pediatra pode indicar terapias mais intensivas ou até procedimentos hospitalares específicos.

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Atenção aos sinais!

Como você viu, a Icterícia Neonatal é uma condição muito comum e esperada em grande parte dos recém-nascidos. Na maioria dos casos, ela é leve e desaparece sozinha conforme o organismo do bebê amadurece.

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Ainda assim, é preciso atenção aos primeiros sinais. Quanto mais cedo a doença é identificada, menores são as chances de complicações e mais tranquilo e seguro é o processo de recuperação. Nesse ponto, a família, a creche ou o berçário também desempenham um papel importante nesse cuidado, afinal, são as pessoas mais próximas do recém-nascido e as com maior capacidade de perceber se há algo errado com ele.

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